Foto: Arquivo/Escola

Você consegue encontrar a matemática nos tribunais, nos julgamentos ou nos fatos relacionados às guerras? Ela está lá e em tudo que nos rodeia. Foi com esse pensamento e usando o estímulo de fatos históricos que a Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, em Pouso Alegre, no Sul de Minas, realizou no início do mês de julho a 11ª edição da “Feira de Matemática Polivalente”.

A música, o teatro e maquetes foram utilizados para apresentar para a comunidade tudo que foi estudado em sala de aula. “Este ano, a nossa feira seguiu moldes diferentes. Antes era só matemática e, agora, resolvemos incluir também a história. Eu apresentei para os alunos alguns temas e eles ficaram com dúvida sobre como unir as duas disciplinas”, afirma o professor de matemática, Douglas Yago de Faria.

A dúvida dos alunos foi esclarecida com uma resposta simples do professor: “A matemática está em tudo! Qualquer tema histórico que for abordado a matemática estará nele”, destacou. Temas como a matemática na arquitetura, nos tribunais de julgamento e em guerras históricas foram abordados pelos alunos.

“Mostrei para eles que se eu falo que a maioria condenou o réu ou 95% do júri condenou o réu, o peso é diferente. Já em relação às guerras, eles viram que em um confronto é possível observar parábola, equação de segundo grau e trajetória, por exemplo”, conclui o professor.

Ainda mais atrativa

Unir a matemática com a história foi a alternativa encontrada pela escola para tornar a feira ainda mais atrativa para os estudantes, como conta o diretor Társis Siqueira Vilhena. “Depois de 10 edições, esse novo modelo trouxe mais dinamismo para a feira. Se não inovássemos íamos cair na mesmice”.

A aluna do 3º ano do ensino médio, Caroline Goulart do Santos Duarte, revela que o novo modelo agradou aos estudantes. “É uma feira muito interessante e todos gostam de participar. O nosso grupo falou sobre a guerra entre o Egito e a Grécia. Explicamos como foi a guerra e fizemos uma demonstração de como funciona a catapulta. Nela podemos perceber equação de 2ª grau, trajetória e encontrar o vértice da parábola”, comentou.

Para explicar para os colegas o conteúdo, Caroline teve que estudar muito. “Eu não gosto muito de matemática, mas tive que aprender a matéria para conseguir explicar. Estudar a matemática desta forma é bem mais fácil”, conclui a aluna.

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