Ser diretor escolar é uma missão que exige não só conhecimento e experiência pedagógica e administrativa, mas também desprendimento, entrega e amor pela profissão para cuidar e acolher estudantes, professores, pais dos alunos e demais profissionais que integram o núcleo escolar. O diretor é como uma mãe ou um pai que cuida de uma família inteira, a escola é sua segunda casa. 

Em reconhecimento a todo trabalho realizado nas mais de 3.461 escolas da rede pública estadual, espalhadas por toda Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) parabeniza a cada gestor e gestora escolar pelo “Dia do Diretor”, celebrado neste sábado, 12 de novembro. 

O secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga, que já esteve nesta função da gestão escolar, destaca qual é o papel do diretor e deixa uma mensagem especial. 

“O diretor é uma liderança tão importante dentro de uma escola, porque é ele quem conduz todos aqueles que participam da comunidade escolar para que fomentem uma aprendizagem adequada e de qualidade nas nossas escolas. Agradeço pelo trabalho que todos vêm fazendo. Gostaria também de dizer que continuaremos juntos para desenvolver mais políticas públicas educacionais e melhorar ainda mais a qualidade do ensino público do nosso estado. Temos muito o que fazer e vamos continuar fazendo. Parabéns, diretores”,  declarou o secretário. 

Para o diretor Odair Nunes de Almeida, da Escola Estadual Antônio Corrêa e Silva, em Januária, ser gestor escolar é poder ajudar a mudar a vida das pessoas. Foto: Marcilene Maia

Apesar da rotina e das tarefas diárias serem desafiadoras, diretores de escolas estaduais contam que a profissão é muito gratificante por poder ajudar e contribuir com o que é primordial na transformação da sociedade, a educação. Um desses exemplos de amor pela profissão, vem do Norte de Minas, da Escola Estadual Antônio Corrêa e Silva, em Januária, onde Odair Nunes de Almeida é diretor desde 2003. Ele conta que, com muita dedicação e apoio de toda comunidade escolar, vem conseguindo transformar a qualidade do ensino público na comunidade quilombola de Alegre. “Sou servidor público de carreira e ser diretor é muito mais do que ter um cargo de confiança. É se dedicar às causas da educação, da inclusão, de poder mudar a vida dos nossos alunos, superar os desafios e fazer uma gestão eficiente, cuidar das atribuições que são diversas com equilíbrio, responsabilidade, transparência e eficiência. É isso que nos permite alcançar as conquistas que queremos e todas que a escola já alcançou até hoje”, destacou Odair.

Educação pública que traz novas esperanças

Com uma realidade ainda mais desafiadora, o diretor Marcos Fernandes Rafael, da Escola Estadual César Lombroso, instalada nas unidades prisionais José Maria Alckmin e Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, região Metropolitana de Belo Horizonte, conta como é encarar esse desafio para ensinar atrás das grades. “Meu papel diário no ensino prisional é árduo, mas faço um trabalho que é fundamental, sendo o elo de esperança destas pessoas que precisam de uma nova oportunidade. É uma realidade completamente diferente dos demais diretores da rede, mas encaro esta função como algo transformador pela contribuição que dou à mudança de vida de tantas pessoas”, disse. 

E no Vale do Jequitinhonha, na cidade de Araçuaí, a diretora da Escola Estadual Frei Rogato, Maria Luiza Chaves Ferreira, destaca como é gratificante dirigir uma escola. Ela conta que desde que assumiu a direção, em 2019, acreditou que poderia mudar a realidade da escola, que à época se encontrava em uma situação difícil, com poucos alunos, quase fechando as portas. “A escola estava bem precária, com cerca de 300 alunos apenas. Trabalhamos muito, eu e toda equipe escolar. Acreditei nos alunos e me aproximei da comunidade, mostrando a importância da educação. Visitei as casas das famílias e hoje temos cerca de 750 alunos. Essa é a recompensa que tive por ser diretora e que compartilho com todos os colegas neste dia, por acreditar nas pessoas e no trabalho que faço em prol do ensino público”, relatou Maria Luiza. 

Na primeira imagem, o diretor Marcos Fernandes Rafael, da EE César Lombroso, apresenta para equioe da SEE/MG o livro produzido por alunos do sistema prisional. Da esquerda para direita, as diretoras Carolina Rodrigues, da EE Carlos Henrique Ribeiro dos Santos, e Maria Luiza Chaves, da EE Frei Rogato. Fotos: Marcilene Maia e Arquivo Pessoal.

Também um exemplo de dedicação pela profissão é da diretora Carolina Rodrigues Gomes, da Escola Estadual Carlos Henrique Ribeiro dos Santos, que fica em um assentamento, no município de Goianá, pertencente à Superintendência Regional de Ensino (SRE) Juiz de Fora. “Ser diretor é ser um lutador constante pela esperança de um mundo melhor. Estou sempre preocupada em me preparar mais, a reciclar meus conhecimentos. Temos os desafios diários da gestão por ser uma escola no campo, mas acredito que o maior deles é saber lidar com as relações interpessoais. Um diretor sozinho não faz nada, principalmente, em uma escola que está no campo, distante da Capital, com pouco acesso à internet. O resultado do trabalho não é uma conquista do diretor, é fruto de uma equipe comprometida”, finalizou.   

Novos diretores 

A partir de 2023, a rede estadual de ensino terá novos diretores nas escolas estaduais. O processo de escolha dos novos gestores já está em andamento nas 47 Superintendências Regionais de Ensino(SREs), em todo estado. As eleições que vão definir o novo quadro de profissionais que estão à frente da gestão das unidades de ensino vão acontecer no mês dezembro deste ano.