Famílias retiraram os kits nos mercados durante a onda roxa. Foto: Arquivo/ Escola Estadual Professor Alberto Cordeiro do Couto

 

Enquanto as atividades escolares presenciais não retornam nas escolas estaduais mineiras, devido à pandemia da Covid-19, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) segue disponibilizando para todos os alunos da rede pública estadual os kits com alimentos. A distribuição dos produtos adquiridos com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e estaduais destinados à merenda dos estudantes ocorre desde o ano passado, quando teve início o Regime de Estudo não Presencial.

 Em 2021, a iniciativa foi ampliada com a determinação do governo de Minas de duplicar os valores estaduais investidos. São R$ 170 milhões a mais sobre o valor que normalmente é aplicado. Além disso, em todas as regiões do estado os gestores escolares têm montado estratégias – considerando todas as recomendações sanitárias contra a Covid-19 -, para garantir o acesso dos alunos e famílias aos produtos.

Desde o início da distribuição, a recomendação reforçada em memorando da SEE é de que os alimentos adquiridos, que podem ser distribuídos em forma de kits, deverão seguir as determinações da legislação do PNAE no que se refere à qualidade nutricional e sanitária, respeitando os hábitos alimentares, a cultura local e, preferencialmente, composta por alimentos in natura e minimamente processados.

Com as medidas de isolamento ainda mais restritivas, com a criação da onda roxa que foi aplicada em todo o estado em boa parte dos meses de março e abril, ou mesmo das ondas vermelha e amarela, a indicação da SEE é para que os gestores proporcionem a melhor maneira para que tanto os contratos de compra dos produtos, quanto a entrega, ocorram da melhor forma. Uma das maneiras indicadas é que os acordos sejam feitos para que os mercados – que tem o funcionamento autorizado mesmo com mais restrições -, montem os kits e as famílias façam a retirada.

Outra ação dada como diretriz no documento encaminhado pela SEE é em relação à compra da agricultura familiar: “A aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar deverá ser mantida, priorizando-se a compra local. Desta forma, orientamos que seja preservado o mínimo de 30% (trinta por cento) do total dos recursos financeiros do PNAE na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar”.

De acordo com o subsecretário de Articulação Educacional da SEE, Igor de Alvarenga, a iniciativa é muito importante para os alunos da rede e os gestores estão devidamente orientados sobre a melhor forma de agir. “A distribuição do kit alimentação é uma ação muito importante para os alunos da nossa rede, principalmente neste momento em que, por causa da pandemia, as aulas presenciais não podem ocorrer. Assim, conseguimos ajudar na garantia da alimentação dos estudantes. Os gestores escolares foram autorizados a organizar da melhor forma possível a entrega”, disse.

Ainda de acordo com ele, os kits este ano ainda contam com mais recursos para sua montagem. “Importante ainda destacar que neste ano o valor destinado para a alimentação foi duplicado. Ou seja, R$ 170 milhões a mais sobre o valor que normalmente é aplicado pelo Governo de Minas. Dessa forma, estamos garantindo que os estudantes possam ter acesso à alimentação mesmo durante o período mais restritivo da pandemia”, informa.

Kits com alimentos prontos para serem entregues às famílias dos alunos : Arquivo/ Escola Estadual Professor Alberto Cordeiro do Couto

 

Entrega para as famílias

Na Escola Estadual Professor Alberto Cordeiro do Couto, em Itapecerica, na Região Centro-Oeste de Minas, a distribuição dos kits tem seguido todas as recomendações. A diretora da unidade de ensino, Edna Rezende Menezes Costa, conta que toda a logística foi feita com muito carinho para garantir que todos sejam atendidos e, ao mesmo tempo, não oferecer nenhum risco de contaminação. “Estávamos muito preocupados com a situação. A nossa escola tem cerca de 130 alunos e conhecemos eles e suas famílias e, por isso, acabamos vivendo a dificuldade deles e ficamos sensibilizados”, conta.

Edna e a secretária da escola, Selma Santos Reis Paz, contaram que a estratégia foi montada de diversas maneiras. A principal delas foi o contato para que a entrega fosse feita pelo supermercado ou escalonamento com as famílias para retirada na escola, no momento em que era possível o contato. Após a decretação da onda roxa do plano Minas Consciente, ficou estabelecido que as famílias fizessem a retirada diretamente nos estabelecimentos. “O kit foi montado com produtos da agricultura familiar e com coisas do supermercado”, disse Selma, ressaltando que foi possível ter mais produtos graças ao envio em dia da verba e o aumento do valor.

Ainda de acordo com Edna, em casos em que a entrega era mais difícil ela mesmo providenciou o envio. “Os poucos que não conseguiram retirar eu coloquei no carro e entreguei para as famílias. Dentro do que é possível a gente faz”, revelou.

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