Análise de indicadores de mercado e outras informações, permitirá que o mapeamento seja utilizado como um dos insumos na definição de vagas

Como estratégia de expansão da oferta de educação profissional, o governo de Minas dará mais um importante passo. E para isso pretende ouvir as empresas do setor produtivo do estado. A partir da pesquisa e Mapeamento de Demandas de Ocupações e Formações do Setor Produtivo, a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE) vão traçar um plano de oferta de vagas e cursos para ampliar as oportunidades para os jovens mineiros, considerando todas as regiões. As empresas interessadas em participar da pesquisa podem acessar o questionário neste link: https://bit.ly/3muqjOU

Mão de obra qualificada

O mapeamento realizado pela pesquisa será utilizado, junto da análise de indicadores de mercado e outras informações, como um dos insumos para a definição de vagas, localidades e cursos técnicos e profissionalizantes que serão disponibilizados para oferta gratuita pelo Estado de Minas Gerais, sempre que possível de acordo com as necessidades e vocações regionais, bem como com a possibilidade de empregabilidade dos alunos participantes.

“Estamos mapeando com o mercado as carências. É importante que sejamos assertivos na oferta de cursos e qualificação de mão de obra. Vamos fomentar novas oportunidades, garantindo que as pessoas progridam em suas carreiras e atividades profissionais. Minas Gerais tem atraído cada vez mais investimentos, portanto temos oportunidade de emprego e geração de renda”, destaca o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio.

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Oportunidade

O objetivo é que o movimento de escuta junto ao setor produtivo contribua para aprofundar e complementar os resultados do Mapa de Demandas por Qualificação Profissional, estudo coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), a partir de análise de dados do mercado de trabalho formal (RAIS e CAGED).

O subsecretário de Trabalho e Emprego, Raphael Vasconcelos, destaca a importância do mapeamento. “O mapa de demandas tem o objetivo de fornecer informações sobre o mercado de trabalho para pautar a escolha por cursos profissionalizante pelos gestores de unidades educacionais. Foi um avanço muito importante realizado pelo Governo de Minas e reconhecido nacionalmente, porém, nada substitui a escuta direta do setor produtivo, fundamental para que o Estado se oriente de maneira prospectiva em relação às reais necessidades apontadas por esses atores”, destaca Raphael.

Capacitação

Atualmente o governo de Minas já oferece uma série de cursos técnicos na rede estadual. A intenção agora é, além de atualizar o portfólio de oportunidades oferecidas, deixá-lo ainda mais conectados com demandas e necessidades mercadológicas. Para a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica da SEE/MG, Geniana Faria, a iniciativa é um marco importante e fortalece a política de oferta de formação de qualidade para os mineiros. “A oportunidade trazida por um curso técnico já permite ampliar o horizonte dos estudantes. E quando a estratégia vem bem fundamentada e casada com as necessidades de emprego das regiões, isso ganha alcance ainda maior”, afirma.

A rede pública estadual de ensino estadual já oferece uma série de cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) e também profissional inserido da modalidade de Ensino Médio de Tempo Integral (EMTI). Das 399 escolas EMTI, neste ano 66 ofertarão cursos técnicos. Em todo o estado, são 15 diferentes opções: Açúcar e Álcool; Agroecologia; Agronegócio; Agropecuária; Celulose e Papel; Desenvolvimento Cultural; Desenvolvimento de Sistemas; Eletroeletrônica; Eletrônica; Informática; Logística; Mecânica; Química; Segurança do Trabalho; e Transações Imobiliárias.