III Seminário da iniciativa foi realizado nesta terça-feira (20/11), em Belo Horizonte, e reuniu cerca de 100 educadores de Belo Horizonte e Região Metropolitana

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) realizou na última terça-feira (20/11) o “III Seminário do Projeto Acompanhamento Pedagógico Diferenciado (APD)”. O encontro, que teve o objetivo de apresentar experiências exitosas desenvolvidas pelos professores do projeto ao longo do ano, contou com a participação de cerca de 100 educadores que atuam em escolas das Superintendências Regionais de Ensino Metropolitanas A, B e C, Sete Lagoas e Pará de Minas.

Cada regional teve a oportunidade de apresentar experiências exitosas desenvolvidas no projeto, a partir de relatos de professores. Além disso, foi organizado um espaço para exposição de trabalhos desenvolvidos.

Sirlene Lelis Siqueira é professora do projeto na Escola Estadual Altair de Almeida Viana, em Santa Luzia. A educadora conta o que foi apresentado no Seminário e o que foi trabalhado com os estudantes. “Comecei falando sobre o diagnóstico e das atividades realizadas ao longo do ano. Também apresentei vídeos mostrando a evolução dos alunos. Em relação ao conteúdo trabalhado em sala de aula, procurei envolver o lúdico. Na Matemática, por exemplo, usei ações do dia a dia, como folhetos do supermercado e trabalhar como calcular troco, entre outros. Já em Língua Portuguesa trabalhei muita interpretação de texto”.

De acordo com a educadora, o projeto trouxe muitos benefícios para os estudantes. “Professores regentes me relataram que a evolução dos estudantes é visível na leitura, escrita e até mesmo na autoestima. Muitos alunos voltaram a fazer as atividades em sala de aula”, conclui.

Acompanhamento Pedagógico Diferenciado (APD)

Em todo o Estado, 523 escolas estaduais participam da iniciativa da Secretaria de Estado de Educação (SEE). O projeto de Acompanhamento Pedagógico Diferenciado possibilita o avanço da aprendizagem dos estudantes do 4º ao 9º ano do Ensino Fundamental que não estejam alfabetizados ou que tenham dificuldades com leitura, escrita e cálculos matemáticos. Atualmente, cerca de 17 mil estudantes são contemplados pela iniciativa.

O projeto é realizado na rede estadual de ensino desde 2016. As aulas são realizadas por um professor designado, com formação pedagógica e experiência em alfabetização. Ele é orientado para trabalhar na especificidade do programa.

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