Projeto da Escola Estadual Dom José Haas, em Araçuaí, pretende despertar o interesse pelo conteúdo de forma interdisciplinar com os alunos

Professores e alunos da Escola Estadual Dom José Haas, de Araçuaí, se mobilizaram para desenvolver o projeto “Matemática em toda parte”, idealizado pela professora da disciplina, Carla Silva. No início, foi constituído um grupo de trabalho reunindo professores de Matemática, Educação Física, Artes e Línguas, com o objetivo de despertar o interesse dos alunos na aprendizagem de conteúdos que contenham abstração, contextualizando-o ao aprendizado, levando em consideração a realidade do educando.

Segundo Carla Silva, “diante das dificuldades dos alunos em relação à interpretação de situações-problemas envolvendo lógica, seria imprescindível que as atividades propostas em sala de aula e em todo ambiente escolar acontecessem, sempre que possível, de maneira lúdica”. Foram incentivadas pesquisas na área, suas relações com outros conteúdos de conhecimento e traçadas ações a serem desenvolvidas durante a execução do projeto.

O projeto mobilizou toda a comunidade escolar. Fotos Arquivo da Escola

A primeira ação consistiu na realização de uma olimpíada de matemática, que aconteceu em julho. As questões foram elaboradas conforme as avaliações do Sistema Mineiro de Avaliação e Equidade (Simave), contemplando escritores e livros sobre a matemática. As provas, com 20 questões, eram aplicadas em três níveis: nível um (6º e 7º anos), nível dois (8º e 9º anos) e nível 3 (Ensino Médio). Foram classificados para a segunda etapa 20 alunos dos níveis 1 e 2 (dez de cada) e 20 do nível 3.

A segunda ação resultou em campeonato de xadrez, parceria com a disciplina de Educação Física, que teve 37 inscritos, sendo a maioria de iniciantes na modalidade de jogo. Como terceira ação, os organizadores contaram com a colaboração de professores de Língua Portuguesa e consistiu na produção de textos sobre a importância da Matemática no dia a dia.

Foram apresentados 30 jogos na Feira de Matemática, que encerrou o projeto. Foto: Arquivo da Escola
O fechamento do projeto aconteceu no dia 10 de setembro, com uma Feira da Matemática. Os alunos foram divididos em grupos, quatro por turma. Cada grupo apresentou um jogo, elaborado por eles próprios. Foram trinta jogos com operações matemáticas. Durante o evento os alunos, reunidos na quadra, assistiram a peças de teatro e apresentação de poesias. Todo o processo foi coordenado pelos professores Carla Silva, Bianca Ornelas e Wesley Rocha. “O projeto superou nossas expectativas, os alunos se envolveram em todas as etapas. Foi emocionante, como professora de matemática, ver os alunos tão entusiasmados e participativos”, relatou Carla Silva.

O xadrez foi muito concorrido. Foto: Arquivo da Escola

Segundo a aluna do 2º ano do Ensino Médio, Jamilla Gomes Pereira através do conjunto de ações desenvolvidas no projeto ‘Matemática em toda parte’, percebe-se a imensa participação entre as partes envolvidas. “Tanto professores e demais funcionários responsáveis pelo seu desenvolvimento, quanto nós, alunos sentimo-nos realizados”, disse Jamilla. Até mesmo alunos que não mostravam interesse pela disciplina, demonstraram incentivo e empenho de vencer em todas as modalidades disputadas. “Independente de ser premiado ou não, a nossa maior premiação foi ter participado de desse projeto”, completou a estudante.

“O projeto foi um avanço no conhecimento da matemática para a escola Dom José de Haas, pois despertou o interesse dos alunos por esse conteúdo, tornando-os mais dedicados à matéria, que antes era considerada difícil e complicada”, observou Joyce Nunes, aluna do 2º ano Ensino Médio.

Para Kíwia Kristine Rodrigues, do 7º ano do Ensino Fundamental, o projeto de matemática foi algo que a escola. “Nós, alunos, confeccionamos jogos relacionados à matemática, fizemos teatro, apresentações de dança e, além disso, também aconteceu, durante o projeto, uma olimpíada interna, onde recebemos premiação (medalhas de ouro, prata e bronze). Depois desse projeto, como também ao longo dele, os alunos conseguiram interagir mais e melhorar o aprendizado. Todos participaram e todo o trabalho desenvolvido foi maravilhoso”, relatou Kíwia.