Minas Gerais é rica em representações da cultura popular e ter a oportunidade de aprender mais sobre elas motiva os alunos e fortalece o aprendizado. Esta foi a intenção da Escola Estadual Waldemar Araújo, do distrito de Contria, em Corinto, Região Central do estado, que desenvolveu o Projeto Folclore para trabalhar com os estudantes. As professoras Rosângela Teixeira, de artes; Edna Pena, de história; Franciele  Chaves, de ensino religioso e Cristiane Alves, de língua portuguesa, trabalharam atividades sobre Folia de Reis, manifestação tradicional e popular na comunidade da escola. 

 

A proposta trabalhou com os alunos das turmas do 6º, 7º e 8º anos do ensino fundamental, que pesquisaram sobre as manifestações e origens da Folia de Reis. Além disso, a iniciativa buscou aprofundar e entender mais sobre as danças, a culinária e tudo que estava envolvido com a manifestação. O resultado foi a valorização da comunidade, motivação dos alunos e o envolvimento dos pais na realização das atividades remotas.

De acordo com Rosângela, a intenção da iniciativa foi propiciar aos alunos um momento de pesquisa durante o Regime de Estudo não Presencial que pudesse ser feito de forma mais lúdica e, principalmente, que representasse algo próximo da realidade deles. “A Folia de Reis é uma tradição do distrito. Temos dois grupos que se apresentam, sendo que o mais novo deles tem cerca de 20 anos. Então, seria a oportunidade dos alunos pesquisarem sobre esse movimento, sobre as pessoas que fazem parte desse trabalho”, conta.

À esquerda a professora Rosângela Teixeira. de artes e, à direita, a professora Franciele Chaves, de ensino religiioso

 

Para a professora, o resultado foi além do esperado. Segundo ela, houve a participação e o envolvimento das famílias dos estudantes e até de alunos de outros anos de escolaridade da unidade de ensino que gostaram da proposta e quiseram participar também. “Os alunos amaram. A princípio, eu achei que eles pudessem não se interessar, mas quando fiz a proposta eles adoraram e se empenharam. Até eu me surpreendi”, revela.

Ainda de acordo com a professora Rosângela, os integrantes dos grupos que foram pesquisados pelos alunos ficaram emocionados e se sentiram reconhecidos. “Foi como se a gente fizesse uma homenagem a essas pessoas. Foi um momento muito importante”, destaca.

À esquerda está a professora Edna Pena, de história, e na direita a professora Cristiane Alves, de língua portuguesa

 

Regime de Estudo não Presencial

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) está ofertando para os alunos da rede pública estadual, neste momento em que as atividades escolares presenciais estão suspensas como medida de prevenção e enfrentamento à Covid-19, o Regime de Estudo não Presencial, um conjunto de ferramentas pedagógicas que tem por objetivo dar continuidade ao processo de ensino e aprendizagem dos estudantes durante esse período de isolamento.

As ferramentas pedagógicas funcionam de maneira complementar, com estratégias diversas de acesso, de forma a atender o maior número possível de alunos: o Plano de Estudo Tutorado (PET); o aplicativo Conexão Escola; e o programa de TV “Se Liga na Educação”.

O PET, principal ferramenta e instrumento estruturante do Regime de Estudo não Presencial, é um material de apoio para ser utilizado pelos estudantes da rede juntamente com os livros didáticos. Ele é desenvolvido para cada ano de escolaridade e estruturado por disciplinas. Os PETs são organizados em volumes mensais, com conteúdo e atividades propostas de acordo com a carga horária semanal prevista de cada matéria.