Data foi instituída por lei federal e é comemorada no dia 20 de maio

Na rede estadual de ensino mineira, eles estão presentes nas salas de aula e no administrativo das escolas. São responsáveis pela coordenação pedagógica e podem atuar, também, como professores dos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental. Eles são os pedagogos e, nesta quarta-feira (20/5), comemoram o Dia Nacional do Pedagogo.

A data foi instituída por meio da Lei nº 13.083/2015 e tem o objetivo de promover a discussão do papel da família e das escolas no desenvolvimento das crianças, delimitando as responsabilidades de cada um.

Em um ano totalmente diferenciado, em que as atividades escolares presenciais tiveram que ser suspensas devido à pandemia da Covid-19, pedagogos da rede estadual de ensino contam como estão se reinventando para cumprir sua missão e falam, com carinho, da profissão.

Há cinco anos, Eloisa Soares Fialho Portugal é Especialista da Educação Básica na Estadual Sebastião Silva Coutinho, em Leopoldina. Começou como professora da educação infantil e quando teve a oportunidade de se aprimorar, com a formação em pedagogia, descobriu que o magistério traz prazer. É todo esse amor pela profissão que ela tenta passar para os professores da sua escola neste momento.

Eloisa Soares Fialho Portugal é Especialista da Educação Básica na Estadual Sebastião Silva Coutinho. Foto: Arquivo Pessoal

“É um trabalho novo e nós estamos aprendendo. O que eu falo muito com os meus professores é que somos todos aprendizes e temos que trabalhar para fazer o nosso melhor e com afeto. É necessário passar por esse momento sem perder o vínculo com os nossos alunos”, afirma Eloisa.

Para a Rita Clara Barbosa Marques, que é Especialista de Educação Básica na Escola Estadual Francisco Sá, em Montes Claros, os desafios também existem e o que ela tem feito é um trabalho bem próximo aos professores. “Aqui na escola, criamos grupos por aplicativo de telefone com os educadores. Estou com o meu olhar voltado para cerca de 40 professores da escola. A internet é uma ferramenta importantíssima e nesse momento devemos utilizar esse instrumento ao nosso favor”, conta.

Rita Clara Barbosa Marques é Especialista de Educação Básica na Escola Estadual Francisco Sá, em Montes Claros. Foto: Arquivo Pessoal

A profissional também fala sobre sua rotina e atribuições. “O trabalho do especialista é bastante amplo. Nós atuamos no atendimento do professor, dando suporte nas estratégias pedagógicas; atendemos alunos em suas diferentes necessidades; também damos suporte ao diretor e atendemos pais e responsáveis. Não temos como fazer esse trabalho com as crianças sem a participação das famílias”, diz Rita.

Já Edleusa Luzia Moreira Pereira de Souza é professora do 1º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Coronel Vieira, em Cataguases, e atua na educação superior com a formação de futuros pedagogos. Para ela, o contato com a educação básica e o ensino superior faz com que sua prática melhore diariamente. Além disso, destaca o prazer em ensinar. “A alfabetização proporciona um resultado muito bacana. Muitas crianças chegam sem saber as letras ou números e, no final do ano, estão lendo. Isso é muito especial”, conta.

Edleusa Luzia Moreira Pereira de Souza é professora do 1º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Coronel Vieira, em Cataguases. Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente, suas aulas foram modificadas. “Estamos fazendo adaptações. Disponibilizei, por exemplo, alguns jogos para as crianças e faço vídeos para eles”, revela. Para o período de pandemia, Edleusa ressalta que ser pedagoga significa se reinventar. “Pedagogia significa mediar, compartilhar e experimentar. Em tempos de pandemia, a vivência está um pouco dolorosa, mas é uma nova etapa e temos que nos reescrever”.

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