Projeto Didático Tecnológico foi implantado na Instituição de ensino localizada no município de Luminárias e é sucesso entre alunos e professores

Tendo a tecnologia como elemento fundamental no processo de comunicação, interpretação, produção e disseminação do conhecimento, professores da Escola Estadual Professor Fábregas, localizada no município de Luminárias, no Sul de Minas, criaram um ambiente virtual para desenvolver ações pedagógicas. Implantada gradualmente durante o ano de 2018, o projeto criou e inseriu o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) no cotidiano dos alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos, incluindo todos os 600 alunos da instituição.

Coordenado pelos professores Roseli da Costa Silva, de Língua Portuguesa, e Saulo Augusto Andrade Biavati, de Inglês, o projeto “Inclusão Social e Tecnológica: Literacy, Antes Que Seja Tarde”, tem como objetivo introduzir no dia a dia na sala de aula as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs), por meio da plataforma Google Classroom. Proporcionando ao aluno oportunidades para iniciar-se cientificamente através de leituras e estudos complementares em todas as disciplinas, com o uso de computadores, smartphones e/ou tablets.

Treinamento dos professores. Foto: Arquivo da Escola

“Grande parte dos alunos são residentes na zona rural e não possuem internet ou celulares, desta forma, a busca por fontes de pesquisas ficava limitada aos materiais que os professores levavam para dentro das salas, em horários de aulas e na biblioteca escolar. Para que o projeto desse certo seria necessário a colaboração de todos os servidores da escola, além dos pais, comunidade e Superintendência Regional de Ensino. A plataforma virtual foi muito bem aceita e teve a adesão de todos”, comenta Roseli.

A professora afirma que o AVA, ajuda muito o professor em suas tarefas de ensino e aprendizagem, além de ser uma metodologia atual voltada para a dinâmica das mídias, que os jovens tanto gostam. A plataforma apresenta uma didática que permite aos professores trabalharem com vídeos, simuladores e questionários, todos num só lugar, fazendo o momento da aprendizagem não se desenvolva somente na escola, mas na casa do aluno e/ou em qualquer ambiente, já que por meio de celular é possível acessar todos os conteúdos.

Para 2019, a escola pretende aumentar a atuação da plataforma e incluir ainda mais os alunos. “Devido à grande aceitação, estamos providenciando para o próximo ano a Plataforma Moodle, que é mais completa e poderá nos oferecer maiores possibilidades de aprendizagem. Outras possibilidades, como a oferta de educação profissionalizante na plataforma, com cursos específicos para a vocação regional estão sendo analisados pela equipe pedagógica”, finaliza Roseli.

Com o sucesso do projeto, a Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Varginha, responsável pela coordenação da escola, já está replicando o projeto em outras unidades de ensino Conheça mais sobre o AVA na Escola Estadual Professor Fábregas: https://youtu.be/3n-mCztBQ2s

Projeto premiado

Os resultados do projeto “Inclusão Social e Tecnológica: Literacy, Antes Que Seja Tarde” foram tão positivos que ele recebeu reconhecimento nacional. O projeto foi destaque estadual na 11ª edição do Prêmio Professores do Brasil (PPB), que seleciona práticas pedagógicas que contribuam para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem dos alunos em sala de aula.

A premiação, entregue no dia 29 de novembro, no Rio de Janeiro, contemplou a iniciativa na categoria “Uso de tecnologias de informação e comunicação no processo de inovação educacional”. Onde os professores receberam certificados, troféu e uma premiação em dinheiro.

“Receber este prêmio foi muito importante, e marca não somente o reconhecimento de um projeto, mas também o respeito que alcançamos na instituição e o envolvimento com toda a comunidade escolar. Todos os professores, alunos e seus familiares fizeram parte deste processo, sendo reconhecido todo o esforço da comunidade em torno da educação. Uma cidade pequena alcançar esse prêmio demonstra que estamos no caminho certo”, comenta a professora Roseli.