O aplicativo Avaliação de Fluência foi desenvolvido pelo CAEd/UFJF e é utilizado por professores com alunos em fase de alfabetização. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE) realizou, nos últimos dias 11, 12 e 13 de dezembro, os pré-testes do aplicativo Avaliação de Fluência em nove escolas estaduais das Superintendências Regionais de Ensino Metropolitanas A, B e C de Belo Horizonte e região. Os exames foram aplicados em 34 turmas do 2º ano do Ensino Fundamental das escolas selecionadas.

O aplicativo Avaliação de Fluência foi desenvolvido pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com objetivo de testar a fluência de leitura das crianças em fase de alfabetização. Com o software, os 21 aplicadores, tanto das SREs quanto do órgão central da SEE, realizaram o teste com 838 estudantes por meio de seus próprios smartphones.

Entre as tarefas do teste estavam a leitura de um conjunto de palavras e outro de pseudopalavras, um texto narrativo e perguntas sobre compreensão de texto. Para cada um desses blocos de desafios, considera-se um tempo de 60 segundos. Posteriormente, é realizado o cálculo de palavras lidas com precisão dentro de um minuto. Os resultados, por fim, serão apresentados considerando o número de palavras lidas corretamente numa perspectiva da rede, da escola, da turma e de cada aluno individualmente.

“Ao tomarmos conhecimento de que o CAEd, que é um antigo parceiro da Secretaria, estava realizando esse trabalho, resolvemos fazer na rede estadual de Minas Gerais um pré-teste para ver como seria essa Avaliação de Fluência nas escolas. As escolas foram definidas de acordo com a localização, para que as equipes da Superintendência de Avaliação Educacional e das SREs pudessem acompanhar, e também por maior número de turmas com alunos do 2º ano do Ensino Fundamental. Como nesta gestão colocamos a tecnologia a favor da Educação como um todo, consideramos viável deixar um parecer à próxima gestão com as impressões desta Avaliação e de como ela pode contribuir com os processos de ensino e aprendizagem”, explicou a subsecretária de Informações e Tecnologias Educacionais, Mara Cristina Rodrigues Santos.

Além disso, Mara explica que os pontos positivos do aplicativo são muitos. “Além de ajudar a padronizar o processo de avaliação da fluência do aluno, o método da Avaliação de Fluência dá ao professor um retorno com tudo organizado e tabulado desta forma o educador consegue saber qual o aspecto da leitura ou da fluência  que precisa ser mais trabalhado, quais os pontos frágeis e quais aquela ou aquele estudante já conseguiu consolidar. Outro ponto positivo é que, apesar de ser um aplicativo usado em smartphone ou tablet , ele pode ser utilizado off-line, ou seja, não depende de internet para realizar a aplicação. A leitura é gravada normalmente e, quando conectar a uma rede de internet, os dados são enviados ao sistema do CAEd. Então decidimos fazer os testes para complementar o nosso sistema de avaliação SIMAVE,que  recebeu nesta gestão uma atenção especial com ampliação dos anos avaliados no PROEB, incorporação do componente matemática e teste de escrita no PROALFA, além da ampliação da avaliação interna.

A subsecretária reiterou, ainda, que além de os professores receberem o retorno dos testes, a direção e a equipe pedagógica, bem como a as equipes de Avaliação Educacional da SEE e das SREs, também recebem os resultados, o que facilita a discussão de estratégias que podem ser adotadas para melhorar os processos de aprendizagem, que podem ir desde as práticas dos educadores nas escolas até melhoria de planejamentos por parte da SEE.

Por meio do smartphone, professor aplica o pré-teste usando o aplicativo Avaliação de Fluência com aluno do 2º ano do Ensino Fundamental. Foto: Arquivo/SEE

Tecnologias a favor da Educação em Minas Gerais

A subsecretária de Informações e Tecnologias Educacionais, Mara Cristina Rodrigues Santos, explica que os pré-testes do aplicativo Avaliação de Fluência para implementação deste método na rede estadual de ensino faz parte da proposta da Secretaria de Educação de, desde 2015, colocar a escola estadual de Minas Gerais no século 21 e fazer com que elas desenvolvam trabalhos com as ferramentas que existem disponíveis atualmente.

“Podemos dizer que o investimento em recursos tecnológicos para a Educação de Minas Gerais foi um grande legado desta gestão. É um planejamento de longo prazo, cujo o resultados destas entregas serão realmente percebidas dentro de alguns anos, principalmente pelo desafio que a mudança para uma cultura digital causa, mas já temos grandes conquistas para exemplificar. Uma delas é a Escola Interativa, que disponibiliza ao professor uma vasta diversidade de material didático on-line para que eles utilizem em sala de aula, formação on-line de professores, o Sistema de Monitoramento da Aprendizagem, diário escolar digital e o Sistema Mineiro de Administração Escolar (Simade)  que é o nosso sistema de gestão. Este sistema faz uma interface com todos os setores e ações da SEE, com uma base de dados que reúne informações de mais de dois milhões de estudantes e mais de 140 mil profissionais, e por isso a segurança destes dados é primordial. Enfim, podemos dizer que trabalhamos com a tecnologia para auxiliar os processos da escola”, explicou Mara.

A subsecretária comentou, ainda, sobre o Censo Tecnológico que foi realizado pela SEE em 2015 para saber como as escolas se encontravam em relação a equipamentos de informática  e, rede lógica, em seguida, deu-se início ao processo de compra de computadores, impressoras, investimento em internet, entre outros que compõem a infraestrutura tecnológica de uma escola. “Tudo que foi realizado partiu deste diagnóstico e o  planejamento foi feito para atender demandas de curto , médio e longo prazo desde o início,sabemos que resultados na aprendizagem não serão imediatos,portanto não se encerram em apenas quatro anos. Então a próxima gestão vai encontrar dados, equipamentos e toda uma infraestrutura para fazer opções para que lado essa política de inclusão digital será conduzida na rede estadual de ensino. Esperamos que tenha continuidade e achamos que isso é possível,pois a tecnologia não melhora apenas os processos escolares, está ligada também a sustentabilidade, economia, autonomia e transparência”, finalizou a subsecretária.

 

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