A Secretaria de Estado de Educação inaugurou em 2015 uma nova concepção de avaliação dos estudantes e das escolas, pautada no compromisso com a promoção da equidade e com a redução das desigualdades educacionais.  A proposta implementada visa promover uma mudança de cultura na avaliação, que leve as comunidades escolares a discutirem suas próprias potencialidades, sem provocar disputas competitivas de ranking. E implantar um novo paradigma que estimule a cultura de participação, de contribuição dos resultados de forma que cada escola compreenda sua realidade, entenda como está inserida em seu contexto social e que, a partir da sua realidade, busque alternativas de melhoria da aprendizagem.

Assim, o Sistema Mineiro de Avaliação (Simave) trouxe algumas novidades que reforçam a mudança da centralidade da avaliação para uma ótica de promoção da equidade.

O Sistema Mineiro de Avaliação (Simave) foi criado com vistas ao levantamento de informações acerca do desempenho dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio do sistema público de educação do Estado em avaliações externas: o Proalfa e o Proeb. As avaliações são desenvolvidas por meio da parceria entre a Secretaria de Estado de Educação e o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

O Proalfa é uma avaliação anual e censitária para os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental para avaliar o desempenho dos estudantes em procedimentos de leitura e escrita. Já o Proeb avalia competências expressas pelos alunos do Ensino Fundamental e Médio em Língua Portuguesa e Matemática.

Até 2014, o Proeb era aplicado apenas no 9º ano do Ensino Fundamental e no 3º ano do Ensino Médio, isto é, apenas no final de cada etapa de ensino. A novidade implantada em 2015  é a ampliação da avaliação de estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental e do 1º ano do Ensino Médio. Ao introduzir esta avaliação, a Secretaria de Estado quer visualizar a realidade do aluno que está na escola e atuar nas dificuldades que surgem no processo de aprendizagem.  O dado da avaliação nos anos intermediários permite visualizar os desafios que estão em curso. Com isso, a ação da escola fica mais qualificada e compromissada com a redução das desigualdades educacionais.  Esta concepção de avaliação pode fortalecer o compromisso dos educadores com a melhoria da qualidade da educação, por meio da socialização  e da apropriação  de seus resultados.

Outra novidade é a inclusão de mais um padrão de desempenho na escala de proficiência, que passa agora a ter quatro: baixo, intermediário, recomendável e avançado, permitindo uma análise mais aprofundada dos resultados e melhor distribuição dos alunos por grupos de desempenho.

As comunidades escolares de Minas Gerais participam de forma efetiva nesses processos de avaliação que variam entre 80 e 90% dos alunos da rede pública. O teste não é obrigatório, mas há intensa a mobilização e a participação efetiva das 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs), diretores, gestores, pais e alunos e prefeitura dos 853 municípios de Minas.  Em 2015, foram mais de um milhão de alunos de todas as redes públicas (Estado e Municípios). O trabalho, em parceria com as Superintendências, inclui a capacitação de pessoal que garanta que os testes sejam sigilosos e que cheguem a cada aluno.

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