Secretária de Estado de Educação, Julia Sant'Anna, visita a Escola Estadual Professora Nair de Oliveira Santana, que se destaca com a maior evolução no Proeb, no ensino médio. Foto: Rose De Paula (SEE/MG)

A Escola Estadual Professora Nair de Oliveira Santana, localizada no bairro Nova Gameleira, tem cerca de 600 alunos matriculados no ensino fundamental e no ensino médio, nos turnos da manhã e da tarde. Ela seria apenas uma das diversas escolas do Estado na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), não fosse um dado importante: foi a escola que mais avançou nas notas do Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) do ensino médio, entre as unidades da RMBH. As disciplinas avaliadas foram português e matemática.

A escola, que atende a várias crianças e adolescentes de uma região da capital de alta vulnerabilidade social, tem motivos de sobra para comemorar. Ela apresentou evolução de 46,7% em português e 22,6% em matemática, segundo os dados de 2018, na comparação com o ano anterior. Houve um salto de 193,9 para 284,5 pontos em português, e de 212,7 para 260,7 pontos em matemática.

O bom desempenho chamou a atenção da secretária de Estado de Educação, Julia Sant’anna, que na manhã desta terça-feira (21/05) visitou a escola para conhecer o trabalho que está sendo realizado na unidade e ver as ações que contribuíram para a melhoria do desempenho. Segundo a secretária, a integração entre gestão, professores, alunos e comunidade escolar chama a atenção de uma forma muito positiva. “A gente vê todos os servidores envolvidos em um bom mapeamento de dados, um bom trabalho com indicadores. Aqui é um ótimo exemplo da aproximação com a comunidade. A escola abriu as portas para as famílias e elas tomaram a escola como um bem, um patrimônio da comunidade, deixando o ambiente muito mais pacífico e voltado para a aprendizagem e para os resultados”, destacou.      

Aluna da escola há cinco anos, a estudante do 2º ano do ensino médio, Ana Clara Rosa Ferreira, fala com carinho dos professores e ressalta o acolhimento e o olhar diferenciado que eles têm com os alunos, o que, de acordo com ela, também reflete no rendimento escolar. “Eu acho que os professores estão bem empenhados em ajudar os alunos. Na escola existe uma relação que vai muito além de professor e aluno. Eles nos dão conselhos, incentivam a gente a estudar cada vez mais. Eu fico muito feliz porque mesmo sendo uma escola de comunidade, o ensino é bom, os professores são muito prestativos e os alunos estão demonstrando cada vez mais interesse.”

A amiga de Ana Clara, Maria Eduarda, também acha que a união entre alunos, professores, direção e comunidade escolar contribuiu para o avanço no desempenho da escola nas avaliações externas. “Nossa escola é muito boa. Os professores são excelentes. Eles querem ajudar, além de ensinar a matéria, procuram nos preparar para fora da escola, para a vida. São professores que, além de profissionais, são amigos. Eles são preocupados com o nosso dia a dia e isso reflete no nosso aprendizado.”

 

Avanço no desempenho

Com o avanço apresentado pela Escola Professora Nair de Oliveira Santana, a melhoria foi percebida, também, na escala de proficiência. Em 2017, em língua portuguesa, quase 90% dos alunos avaliados estavam no padrão de desempenho baixo e a escola não tinha classificação no padrão avançado. Já em 2018, o padrão baixo caiu para 23,5% e a escola voltou a apresentar o padrão avançado na escala de proficiência. Em matemática, a escola também apresentava cerca de 90% dos alunos no padrão de desempenho baixo. No último ano, esse percentual melhorou e foi para 64,7%, fazendo com que o padrão recomendado aparecesse na escala de proficiência da escola.

 

Para a diretora escola, Maria Helena Macedo, o bom resultado alcançado é a soma de diferentes fatores e conta com o envolvimento de todos. “Acredito que a melhoria do desempenho da escola é em razão de um trabalho em equipe, de um trabalho sério, comprometido, sobretudo, pensado muito nos alunos, em fazer diferença na vida deles. A gente acredita que a organização da escola, a disciplina, o empenho dos professores, da gestão, do serviço de supervisão, de cada um que trabalha aqui tem sido fundamental para que a gente consiga esses bons resultados. A nossa relação com os pais dos alunos é, também, de parceria. A gente tem pedido muito aos pais para nos ajudarem a ajudar os filhos deles. A gente acredita que essa é uma receita infalível. Se for escola e comunidade, essa parceria dá certo”, enfatizou.

Dados de Minas Gerais

A proficiência média da rede estadual de Minas Gerais, dos alunos do 3º ano do ensino médio, em língua portuguesa, no Proeb, foi 272,1 pontos. Esse número foi maior do que o observado no ano anterior, quando a rede registrou 270,6 na disciplina. Já em matemática, os alunos dessa etapa da rede estadual de educação conseguiram a proficiência média de 268,9, em 2018. Em 2017, o índice tinha sido de 268,3.  

O Proeb integra o Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (SIMAVE) desde sua primeira edição, em 2000. Ele avalia os estudantes do 5° e 9º anos do ensino fundamental e do 3° ano do ensino médio das escolas municipais e estaduais de Minas Gerais. A partir de 2015, ampliou-se o número de etapas avaliadas, alternando-as entre os anos pares e ímpares: nos pares, continuou-se a avaliar as mesmas etapas, enquanto nos ímpares passou-se a avaliar o 7º ano do Ensino Fundamental e o 1º ano do Ensino Médio, além do 3º ano do Ensino Médio.

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