Foto: Geanine Nogueira (SEE)

Conceição Heloisa Cassimiro da Silva acordou ansiosa nesta segunda-feira (06/05) e o motivo estava na escola. Aluna do 9º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Lafaiete Gonçalves, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ela retomou hoje as atividades da Educação em Tempo Integral. “Estou muito animada. Na escola tenho a oportunidade de aprender mais e desenvolver as atividades que eu gosto”, afirma.

Em todo o estado, 500 escolas estaduais desenvolverão as atividades da Educação Integral no primeiro semestre de 2019. Serão atendidos 30.675 estudantes do ensino fundamental. O critério usado para a seleção das escolas é o indicador de Nível Socioeconômico das Escolas (Inse) até o Nível III, apontado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a partir da participação dos estudantes na Prova Brasil. Fazem parte do Nível III do Inse os alunos com renda familiar mensal de até 1,5 salários mínimos.

Foto: Geanine Nogueira (SEE/MG)

 

Reestruturação do currículo

Todas as escolas estaduais que iniciaram as atividades nesta segunda-feira receberam da Secretaria de Estado de Educação (SEE) um documento orientador. O currículo para 2019 foi reestruturado a partir da perspectiva de sete Campos de Integração Curriculares: Acompanhamento Pedagógico (Obrigatório); Educação para a Cidadania (Obrigatório); Projeto de Pesquisa e Inovação Tecnológica; Esporte e Lazer; Cultura e Artes; Memória e História das comunidades tradicionais; Educação Ambiental e Agroecologia.

As escolas adotarão um currículo que expande a carga horária mínima em 20 horas aulas semanais no contra turno. Assim, os componentes curriculares correspondentes à Base Nacional Curricular Comum (BNCC) serão ofertados em um turno e no contra turno as escolas realizarão a parte flexível do currículo.

Na escola de Conceição são desenvolvidas oficinas de xadrez, balé, taekwondo e atividades na biblioteca ou espaços de leitura, além do acompanhamento pedagógico. A diretora, Márcia Maria Soares, destaca a importância do projeto para os alunos. “Atendemos a uma comunidade muito carente. O integral é uma chance dos nossos alunos estarem cada vez mais inseridos na escola e de melhorar o desempenho na sala de aula. O xadrez, por exemplo, ajuda na concentração e as aulas na biblioteca auxiliarão a melhorar a leitura e a escrita.” Na escola são atendidos 150 estudantes na Educação em Tempo Integral.

As oficinas preferidas por Conceição são as que envolvem o esporte. “Tenho 20 medalhas no taekwondo e no basquete e seis no xadrez. O esporte já me levou a conhecer outras cidades e estados”, conta. A estudante mora com seu pai e outras duas irmãs. Uma delas, Ana Luiza Cassimiro da Silva, também participa da iniciativa na Escola Estadual Lafaiete Gonçalves.

 

O esporte também é a atividade preferida do aluno do 4º ano do ensino fundamental, Israel Asaf da Silva. “Eu gosto muito do taekwondo, porque aprendemos sobre agilidade, disciplina e responsabilidade. Eu estou no Tempo Integral desde que entrei na escola e me fez muito bem. Antes eu era muito bagunceiro e minhas notas não eram boas, mas com o tempo fui melhorando e minhas notas também.”

Esse será o primeiro ano que Ana Carolina Pereira participará da Educação em Tempo Integral na escola e está animada. “Eu acho a escola muito legal e quero muito ficar o dia inteiro para fazer as atividades. Gosto muito de ouvir historinhas”, afirma a aluna do 1º ano do ensino fundamental.

Foto: Geanine Nogueira (SEE/MG)

Foto: Geanine Nogueira (SEE/MG)

 

Foto: Geanine Nogueira (SEE/MG)